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27 sábado

Luiz e a Liberdade

  • Teatro SESI Rio Vermelho -
  • De 27/mai/17 16:00 a 27/mai/17 17:00

A peça conta a história da infância e juventude de uma das personalidades negras mais notáveis do século XIX. O baiano Luiz Gama nasceu no ano de 1830, e com muita determinação e inteligência venceu os obstáculos da escravidão e lutou pela liberdade dos cativos. Nascido de mãe negra livre e pai branco, foi contudo feito escravo pelo pai aos 10 anos. Inteligente e obstinado, Luiz tornou-se rábula (advogado que não possui formação acadêmica porém tem autorização para advogar), orador, jornalista e poeta. Aos 29 anos já era considerado "o maior abolicionista do Brasil”. A adaptação da companhia A RODA utiliza a técnica de animação de bonecos de luva.      Décadas antes da abolição da escravatura no Brasil, em 13 de maio de 1888, um negro baiano já havia conquistado judicialmente a liberdade de centenas de homens e mulheres escravizados. Inspirado por esta história, o grupo A RODA de teatro de bonecos levará aos palcos a infância e juventude de Luiz Gama, considerado o maior abolicionista do Brasil. A estreia de “Luiz e a Liberdade” acontece, coincidentemente, no dia 13 de maio, no Teatro Sesi do Rio Vermelho.   O espetáculo ficará em cartaz aos sábados e domingos às 16 horas até o dia 18 de junho, a preços populares. Em cena, estarão bonecos de luva confeccionados pela artista visual Olga Gómez, que dirige a companhia. Esta é a primeira vez, desde a fundação do grupo, em 1997, que A RODA irá utilizar os populares fantoches. “A escolha da técnica tem a ver com a história, que é um argumento muito triste, vinculado ao tempo anterior à abolição da escravidão. Com os bonecos de luva, ela ganha vivacidade e encanto”, conta Olga.   As pesquisas para a montagem começaram no final de 2014, a partir da leitura de uma biografia de Luiz Gama escrita pela poeta baiana Myriam Fraga (1937-2016). O desejo da companhia era que a autora assinasse o texto da peça, explica Marcus Sampaio, produtor do grupo. “A perda de Myriam deixou um grande vazio em nós e também no projeto. De uma hora para outra, ficamos órfãos da palavra”.   A dramaturgia do espetáculo acabou sendo construída por Olga a partir de versos de Myriam, com autorização da sua filha, Ângela Fraga. O espetáculo será dedicado à poeta. “Fico admirada da compreensão de Myriam sobre a problemática da sociedade baiana e suas consequências. Os seus poemas conseguem colocar paradoxos e questionamentos e os resolvem na brevidade de um verso”. A peça também conta com algumas trovas do próprio Luiz Gama, que além de rábula (advogado sem formação acadêmica) foi orador, jornalista, escritor e poeta, e com diálogos elaborados coletivamente pela trupe.   Os animadores Naiara Gramacho, Bernardo Oliveira, Janaína França, Nara Santos e Isaac Ribeiro darão vida aos personagens do espetáculo. Eles integraram o Programa de Estágios da companhia, que oferece treinamento em animação.    Para o produtor, o objetivo da peça é mostrar o “potencial que há em cada um desde muito pequeno”. “E também lembrar como o amor que Luiz recebeu da sua mãe o transformou. Foi um dos pilares da sua força e sabedoria quando adulto. Para mim, a lição dessa história é ser quem se é”.   A pesquisa e produção do espetáculo são patrocinadas pela Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB) e integram a segunda edição do projeto Madeira Viva, contemplado no edital de apoio a grupos e coletivos culturais de 2014.

Ingressos: R$20,00 (inteira) e R$10,00 (meia)