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SESI Bahia forma turma do EJA profissionalizante

Editoral:

Bahia, Santa Catarina e Pará foram os três departamentos regionais do SESI no país escolhidos para realizar o projeto piloto de Educação de Jovens e Adultos Profissionalizante a Distância, o EJA/Ead Profissionalizante. Nesta terça-feira, dia 13 de dezembro, foi realizada no auditório da Escola SESI Reitor Miguel Calmon, no bairro do Retiro, a formatura da primeira turma com 96 concluintes. Para comprovar o sucesso do projeto, cabe destacar a baixa taxa de evasão registrada na Bahia, abaixo de 10%, a menor entre as regionais que adotaram a experiência.

Participaram da solenidade de formatura o superintendente do Serviço Social da Indústria SESI Bahia, Armando Neto, o diretor regional do SENAI Bahia, Luís Alberto Breda e a representante do Departamento Nacional do SESI, Edilene Aguiar, além das gerentes de educação do SESI e do SENAI, Clessia Lobo e Patrícia Evangelista, respectivamente.

Os 96 diplomados, de um total de 105 que ingressaram no projeto em dezembro de 2016, passaram um ano cursando o ensino médio e recebendo uma formação técnica do SENAI. Foram oferecidas três formações: instalador hidráulico, eletricista predial e reparador de microcomputadores. Os cursos têm carga horária de 160 a 220 horas/aula e o aluno tem a oportunidade de escolher aquele que melhor se encaixa no seu perfil.

Para Lucas Santana Silva, 19 anos, que concluiu o ensino médio e se qualificou como instalador hidráulico, a experiência foi positiva. Ele já havia abandonado o ensino médio outras três vezes e concluiu o EJA/Ead com disposição para ingressar em um curso universitário. Enquanto isso não acontece, Lucas vai testando suas novas habilidades. “Já prestei serviço na casa da minha sogra e ajudei meu tio trabalhando em três apartamentos”, conta o jovem, que elogia o comprometimento da equipe do EJA do SESI.

RECONHECIMENTO DE SABERES
O sucesso da iniciativa está principalmente na metodologia de Reconhecimento de Saberes, que foi utilizada pela primeira vez na Bahia e mostrou sua eficácia para viabilizar a educação de jovens e adultos. Conforme explica Edilene Aguiar, gerente de EJA no SESI Nacional, o grande ganho é proporcionar o aproveitamento dos conhecimentos que o aluno domina para, a partir dali, realizar a formação nos conteúdos básicos. “O aluno parte daquilo que sabe e construiu na sua história de vida e profissional”, destaca.

Para o superintendente do SESI, Armando Neto, a metodologia de reconhecimento de saberes trouxe resultados surpreendentes. “Trata-se de uma metodologia inovadora, pautada em critérios científicos e de qualidade, que representa um avanço para o EJA ao conseguir formar o estudante em um tempo mais curto, reconhecendo todo o conhecimento acumulado que ele traz na sua formação”, frisa o superintendente do SESI.

A metodologia será adotada progressivamente em substituição ao antigo modelo de Educação de Jovens e Adultos. No modelo tradicional, a evasão ficava em torno de 30% a 32%. Com o reconhecimento de saberes, este índice cai para em torno de 10%. Além disso, a EJA Profissionalizante também traz a parceria do SENAI, dando oportunidade ao aluno de melhorar a sua formação profissional.

Para o diretor geral do SENAI Bahia, Luis Breda, o resultado é promissor e a expectativa agora é que o projeto possa atua numa escala maior. “A EJA é um grande desafio, por isso, tivemos a preocupação no SENAI de deixar o curso mais atrativo, mas preservando a qualidade das nossas formações”, arremata.

Armando Neto, atribui também o sucesso da iniciativa ao empenho da Gerência de Educação do SESI, em especial, ao comprometimento da gerente de EJA do SESI Bahia, Gisele Freitas, que, além de especialista na área, também conduziu o projeto com muito entusiasmo.

 

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