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SESI e ANS promovem em Salvador Diálogo sobre Saúde Suplementar

Editoral: SST

 

A gestão de planos de saúde empresariais é um dos principais desafios de gestão por parte das empresas industriais

 

Os planos de saúde são o segundo item com maior impacto nos custos empresariais e perdem apenas para a folha de pagamento. Aliado a isso, os índices de correção destes planos vêm crescendo muito acima da inflação, colocando em risco a sustentabilidade deste serviço no Brasil. A situação preocupa empresas, órgãos gestores e usuários.

 

Para encontrar uma solução que assegure a sustentabilidade da oferta do serviço, o Serviço Social da Indústria (SESI) e a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) promoveram em Salvador, nesta terça-feira, 27 de agosto, no auditório da Federação das Indústrias do Estado da Bahia, a 3ª edição do Diálogo de Saúde Suplementar - O desafio da Coordenação do Cuidado nos planos coletivos empresariais.

 

Com a participação de gestores de saúde de empresas contratantes de planos de saúde e de operadoras, o Diálogo, que ainda terá mais uma edição em Curitiba, buscou promover a reflexão e a colaboração acerca da coordenação do cuidado em saúde entre operadoras e empresas contratantes de planos.

 

EXPECTATIVAS

Maria Auxiliadora Pinheiro Lessa, médica do trabalho da empresa M Dias Branco, alimenta boas expectativas na construção deste intercâmbio entre os diferentes agentes. “Viemos colocar nossas ideias e contribuir para um novo escopo, um novo modelo que atenda as empresas, que foque na prevenção, minimize custos e assegure a boa qualidade de atendimento”, destacou. Ela reconhece que há um impasse entre o cenário de crise que o país está vivendo e a realidade das empresas para continuar custeando o plano de saúde de seus funcionários mantendo a qualidade da prestação de saúde, mas com custo acessível.

 

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Maria Auxiliadora, médica do trabalho, da MDias Branco aposta na sustentabilidade

 

Gerente de Recursos Humanos da Priner Serviços Industriais, Rose Dias também acredita em bons resultados a partir deste encontro. “Acredito que vamos sair daqui com o olhar voltado para construir esta sustentabilidade para todos: colaboradores, planos de saúde e empresas”, ressaltou.

 

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Rose Dias, gestora de RH da Primer, 

 

 

CUSTOS ELEVADOS

 

A maior parte dos planos coletivos de saúde complementar, 80%, são mantidos pelas empresas, e envolve 38 milhões de pessoas. Deste montante, 30% destes beneficiários, ou 11 milhões de pessoas, são trabalhadores da indústria, ou seja, em torno de 70% do total. Diante deste cenário, o superintendente do SESI Bahia, Armando Neto, chamou a atenção para a importância desta discussão promovida pelo SESI Bahia em parceria com a ANS em um momento em que o aumento dos custos com saúde suplementar ameaça a viabilidade da oferta deste serviço pelas empresas.

 

Armando Neto destacou que o SESI Bahia, que responde pelo Centro de Inovação em Prevenção as Incapacidade, tem forte interesse em promover esta articulação e, mais que isso, contribuir para que se avance nesta discussão. “Estamos falando da sobrevivência da saúde suplementar no Brasil”, alertou o superintendente do SESI Bahia, citando os números elencados acima e a elevação dos custos com planos de saúde no país: conforme dados da ANS, IBGE e Global Medical Trends Survey Report relativos ao ano de 2017, o Brasil lidera com os mais altos índices de reajuste com 17% em média, face aos 11,5%, na América Latina, e 8,6% nos Estados Unidos.

 

PARCERIA SESI E ANS

 

Representante do Departamento Nacional do SESI, Geórgia Antony Gomes de Matos, especialista em desenvolvimento industrial e que atua na área de Promoção da Saúde coordenando o grupo de empresas que contratam plano de saúde, lembrou que nesta parceria com a ANS, o SESI entra como parceiro para ajudar a indústria a fazer esta gestão. Geórgia explica que as empresas querem melhorar sua gestão de saúde, mas perceberam que precisam fazer isso com outros atores. “Todo mundo precisa que o sistema seja sustentável, dê resultados e a indústria solicitou que a gente criasse oportunidade de colaboração junto com outros atores para que a gente possa criar um espaço de relacionamento como pares para poder desenhar e construir em parceria o sistema de saúde que a gente quer e que a gente precisa”.

 

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Flávia Tanaka, gerente de monitoramento assistencial da diretoria de Normas e Habilitação dos Produtos na ANS, acrescentou que a série de Diálogos de Saúde Suplementar é resultado de um dos termos de cooperação técnica entre ANS e SESI iniciada desde 2014. O objetivo principal é trazer o contratante para dentro dessa discussão sobre os modelos de assistência aos beneficiários dos planos de saúde.

 

“Dois terços dos planos são coletivos empresariais, isso significa que grande parte dos beneficiários têm este benefício pelo vínculo empregatício”, explica Flávia Tanaka; “Quando a gente pensa que esta força de trabalho é produtiva quando está saudável, então o setor de saúde suplementar é muito importante para a economia do país, por isso a ANS vem buscando trazer os contratantes para dentro das discussões visando modelos sustentáveis que gerem menos desperdício, mas agregue mais valor à saúde do paciente para que ele tenha mais qualidade de vida”.

 

Flávia Tanaka destacou o papel do Centro de Inovação SESI em Prevenção a Incapacidade na construção desse modelo colaborativo em busca de soluções para esta questão tão importante para as empresas, usuários e operadoras de saúde. ”Estamos em fase de construção colaborativa e esta parceria com o SESI tem sido muito produtiva. Já tivemos 3 encontros e a metodologia que o Centro de Inovação trouxe favorece a construção de um modelo colaborativo que permite um olhar de conciliação entre os interesses de todos os atores”, reforça a representante da ANS.

 

 

CENTRO DE INOVAÇÃO

 

Lívia Aragão, coordenadora de pesquisa, desenvolvimento e inovação do Centro de Inovação em Prevenção da Incapacidade do SESI Bahia, lembra que um dos pilares da prevenção da incapacidade é o sistema de saúde e a saúde suplementar representa um importante ator na oferta de serviços de saúde para as empresas. “Estamos discutindo com o sistema de saúde suplementar para buscar alternativas de um melhor resultado na saúde das pessoas e na saúde financeira das empresas”, explica Lívia Aragão. Ela lembra que os CIS do SESI tratam de temas fundamentais para a saúde do trabalhador e para a gestão da saúde pelas empresas que antes não eram um ponto de reflexão do sistema de saúde suplementar nem do sistema público. “O que a gente tem que pensar é que os trabalhadores estão sendo afastados e temos que atuar para prevenir incapacidades, garantir o desenvolvimento ao longo da vida para ter uma vida longeva.